Proibição das bets pressiona contratos de patrocínio do futebol brasileiro

Proibição das bets pressiona contratos de patrocínio do futebol brasileiro

Medida proíbe novas ações publicitárias e obriga retirada de marcas físicas até 5 de outubro.

Mudança imediata na publicidade

O governo federal assinou uma medida provisória que proíbe a exploração, a oferta e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Novos contratos de publicidade e patrocínio ficaram vedados imediatamente.

As empresas têm até 5 de outubro para retirar marcas de materiais físicos e publicidade exterior. A operação das plataformas deve ser encerrada em 6 de outubro, conforme o cronograma divulgado pelo governo.

Impacto bilionário em discussão

Quatorze dos 20 clubes da Série A têm uma casa de apostas como patrocinadora principal. Levantamentos publicados nesta semana estimam contratos de ao menos R$ 910 milhões em 2026, o que coloca pressão sobre o orçamento das equipes.

A medida ainda será analisada pelo Congresso, e os clubes avaliam respostas jurídicas e comerciais. Até que haja eventual mudança legal, a proibição e os prazos anunciados são o cenário oficial que orienta patrocinadores e entidades esportivas.

Fontes consultadas

Foto: Phill ad / Wikimedia Commons — CC BY 4.0. Arquivo e licença.